Segundo uma pesquisa da Conference Board, uma organização americana que reúne cerca de 1200 empresas públicas e privadas de 60 países e pesquisadores, um trabalhador americano produz 4 vezes mais que um trabalhador brasileiro.

E a causa desse enorme desequilíbrio, não é o número de horas trabalhadas, mas sim o investimento em preparo e estudo.

Além do menor nível educacional do trabalhador brasileiro, existe o “banho” que os “sobrinhos do Tio Sam” nos dão em horas de treinamento. Enquanto eles recebem em média 120 a 140 horas de treinamento/ano, nós mal chegamos a pobres 30 horas/ano.

Em minhas andanças pelas empresas principalmente de pequeno e médio porte, ainda existe a percepção de custo e não de investimento, por parte dos empresários, no trato do assunto “treinamento de colaboradores”. Frases como:

- Não posso gastar com isso agora.

- Vou esperar a situação melhorar para depois pensar em treinamento.

- Minha equipe de vendas até que está indo bem. Vamos deixar para mais tarde.

...são sintomáticas dessa resistência aos treinamentos que resultam em muito trabalho mas com menor produtividade. É muito parecido com uma pessoa doente que diz: - Vou esperar melhorar para depois procurar o médico.

Desde a minha querida avó que se diz: “Melhor prevenir do que remediar”

Como naquela história onde um velho lenhador foi desafiado por um jovem lenhador para ver quem cortava mais árvores em um dia. Calmamente o velho lenhador aceitou o desafio.

Começada a competição o jovem saiu a distribuir machadadas nas árvores, uma a uma, e sempre que ele olhava para o velho ele o encontrava sentado. Pensava consigo mesmo: Que tolo esse velho. Vou ganhar fácil.

Terminado o dia, na hora da contagem das árvores derrubadas, surpreendentemente o velho lenhador tinha derrubado muito mais árvores que o jovem petulante.

Questionado pelo iniciante sobre esse resultado inesperado, o velho com um sábio sorriso no rosto respondeu: Meu jovem, cada vez que você me via sentado eu estava afiando o meu machado. Com um machado afiado cortei muito mais árvores com muito menos esforço.

Empresários e vendedores vamos afiar nossos machados como os americanos. Vamos aprender com a realidade dos fatos. Treinar é prenúncio de maior produtividade. É um excelente investimento.

Fonte: Folha

Não é raro encontrarmos pessoas que batem no peito e de uma forma desafiadora declaram aos quatro ventos: “Eu não tenho medo”.

Em primeiro lugar provavelmente isto não é verdade.

Em segundo lugar essa atitude encobre uma grande oportunidade de entender os medos de uma forma positiva.  Sim eu disse positiva.

Porque a natureza dotou o ser humano de medo como um sentimento de alerta, uma proteção,  que procura minimizar os riscos na nossa caminhada pela vida. O medo administrado na dose correta nos faz medir os riscos de cada um dos nossos passos gerando possibilidades de melhores resultados

Ausência de medo não é coragem.  Ausência de medo  é irresponsabilidade e inconsequência.

O desconhecimento dos benefícios do medo na dosagem certa gera o medo de ter medo.  Nesse momento muitos optam por uma vida de riscos muitas vezes inconsequente, aparentemente ousada e falsamente corajosa,se expondo à situações desnecessárias na tentativa inútil de esconder o medo de ter medo.

Não vamos então confundir o medo com o pânico. O primeiro abre o nossos olhos aguça os nossos sentidos acelera o nosso pensamento e nos mantém alertas para os riscos encobertos. O segundo sim, esse paralisa e impede nossa caminhada. O pânico é o medo que domina.

Coragem não é ausência de medo.  É a liberdade de não fazer as coisas sempre do mesmo jeito.  E a liberdade de romper paradigmas de ser criativo  e questionador.

O medo não impede você de caminhar a passos largos na direção dos seus objetivos de vida.  Mas evita que você coloque os seus pés em caminhos errados.

Ainda dentro da nossa busca pelo entendimento do papel do Medo no nosso caminhar precisamos falar um pouco sobre o desconhecido que está diante dos nossos caminhos.

Se perguntarmos, eu creio que a maior parte das pessoas dirão que querem crescimento pessoal. Entretanto muitos se limitam ao crescimento dentro da sua zona de conforto. Isso se deve ao fato de as pessoas terem dificuldade de encarar os seus medos e não há dúvidas que um dos maiores medos que reside no ser humano é o medo do desconhecido.

Entretanto não há crescimento real e efetivo se não ousarmos enveredar pelos caminhos do desconhecido. Esse é o momento em que os medos mal compreendidos aparecem como agentes limitadores.

E o pior de tudo é que eles se manifestam como argumentos lógicos e coerentes. E se possível vamos apresenta-los de uma tal forma que outros concordem e apoiem os mesmos medos.

Muito da postura conservadora e rígida de alguns profissionais, é na verdade um argumento racional para permanecerem dentro daquilo que sempre fizeram. E como dizem: “sempre deu certo.” Zona de conforto, via de regra, é uma armadilha.

Uma grande parte das frustrações que carregamos com a gente mesmo, se deve ao fato de procurarmos referenciais em outras pessoas. Em parte isso pode até ser bom, desde que você não se esqueça que  você é único e insubstituível.

Usar outras pessoas como referencial pode até funcionar em um início de caminhada, mas sempre com o alvo de ser um trampolim e finalmente procurar o seu próprio e único caminho.

Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, Gandhi, Martin Luther King e uma infinidade de outras pessoas, não foram pessoas de sucesso porque eram iguais a alguém. Foram bem-sucedidas porque foram elas mesmas. Como diz a escritora americana Anne Lindberg: “A coisa mais cansativa na vida é não ser autêntico”.

Steven Spielberg foi bem sucedido porque foi Steven Spielberg. Aprenda com quem sabe todas as técnicas e métodos possíveis e inimagináveis mas o desafio é ser você. Único, especial e inesquecível.

Não se trata de ser famoso ou de ganhar dinheiro. Trata-se de um sentimento de realização pessoal que só pode ser alcançado quando você for você.

Cuide bem de você.

Sabemos muito sobre como controlar os outros e sempre vamos querer saber mais sobre isso. Mas sabemos pouco sobre como controlar mais a nós mesmos.

“Examine-se pois o homem a si mesmo.” Grandes e profundas palavras do Apóstolo Paulo na bíblia em I Coríntios 11: 28

Se não assumirmos o controle de nossas vidas outras pessoas irão fazer isso por nós. E nem sempre para o nosso bem.

Muitos dizem: “O que eu quero da minha vida?”  Não! Essa é a pergunta errada. Parece que ficamos passivos para receber algo dessa entidade sem rosto que é a vida.

“Que vida eu quero viver?” Essa é a pergunta correta. Muito melhor, porque você passa a ser o agente. Você determina o que quer viver.

O que chamo de “o instante do murro na mesa”, esse momento de transição, necessário, só chega quando você reconhece suas responsabilidades com o seu próprio futuro, seus entes queridos e com o seu trabalho.

Questione-se: “Para onde estou conduzindo a minha vida?”

Se você não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Então não reclame dos rumos para onde sua vida o está levando.

De fato temos dificuldades com tempos de escassez. Mas sinceramente, parece que temos mais dificuldades ainda com os tempos de abundância.

Parece que nos perdemos em tempos onde a pesca é farta e aparentemente não necessitamos de grandes cuidados.

Esquecemos que o dia de amanhã não está no nosso controle.

Por isso os tempos de fartura exigem de nós um equilíbrio que impeça a fascinação e a gestão irresponsável dos recursos.

Sem dúvida em tempo de colheita abundante experimentamos um conforto que deve ser aproveitado  sem nos esquecermos de planejar que há a possibilidade de um  cenário negativo em um futuro qualquer.

Principalmente no nosso grandioso país gerido historicamente de uma forma irresponsável e inconsequente onde as crises são quase imprevisíveis.

Nessa ótica as crises são na verdade acertos de contas das coisas que deveriam ter sido feitas antes e não foram.  E por conta disso deram errado.

Por isso mesmo em tempo de abundância  no nosso cenário macroeconômico, podemos experimentar graves crises na nossa empresa ou na nossa própria carreira pessoal.

Faça sempre o que tiver que ser feito. Aproveite as boas marés porém, não se esqueça de se planejar para possíveis instabilidades.

Muitas vezes é necessário dormir com um olho aberto prestando atenção no futuro que nos aguarda.

Sinceramente, me perdoe os mais apavorados, mas esta é apenas mais uma crise. De tantas e tantas que já enfrentamos e certamente sobrevivemos a todas elas.

Sim, eu entendo a seriedade desta. Associada a uma instabilidade política muito séria. Eu sei...eu sei.

Mas os problemas nunca serão as crises em si, mas sim o fato de não nos prepararmos para elas. O que na verdade sempre temos, e sempre teremos, são tempos bons e tempos ruins diante de nós. É mais uma questão de nos prepararmos para eles e tirarmos o máximo de aprendizado.

Dos tempos bons extraímos números melhores, crescemos em quantidade. Dos ruins tiramos todo peso desnecessário, repensamos nossas estratégias e ganhamos em experiência e maturidade.

Você já chutou um formigueiro, provavelmente quando era criança?

Em um instante tudo vira um caos. Surgem, aparentemente do nada, milhares de formigas que fervem diante dos seus olhos, correndo desesperadas umas sobre as outras. Impressionante!

Agora... já voltou ao mesmo formigueiro no dia seguinte? Tudo está refeito e silencioso como se nada tivesse acontecido. O efeito benéfico das crises, obrigou a refazer o que foi desfeito. Só que, somos seres inteligentes, temos também a oportunidade de refazer as coisas, mas desta vez de um modo melhor do que estavam feitas antes.

Como diz o ditado “mar calmo não faz bom marinheiro”.