Já há algum tempo vivemos no Brasil um tempo de crescimento do chamado empreendedorismo.

Creio firmemente que o desenvolvimento econômico envolve diretamente, e não unicamente, o desenvolvimento da iniciativa privada principalmente no campo das pequenas e médias empresas. Elas são e serão uma grande base de desenvolvimento econômico e social da nação, juntamente com a educação.

Entretanto, por outro lado, temos estatísticas assombrosas como por exemplo: "1,8 milhão de empresas fecharam em 2015" ( Estadão 10 de Maio de 2016).

Essas parecem estatísticas de guerra não apenas pela grandeza mas também pelo que elas significam ao olharmos mais detalhadamente para esses números.

Analisando o perfil da maioria das pessoas envolvidas nessa estatística, encontraremos pessoas dedicadas, esforçadas, trabalhadoras e que tem um sonho de terem seu próprio negócio. E que para a materialização desse sonho abrem mão dos seus empregos, investem suas economias, o seu FGTS e até mesmo os seus bens pessoais. Passados de 2 a 5 anos terminam por fechar os seus negócios. E não apenas isso, terminam frustrados, decepcionados, abatidos, endividados, muitas vezes jurando jamais tentarem novamente, além de encontrarem grande dificuldade de recolocação no mercado de trabalho. E quando conseguem se vêm obrigados a aceitar uma posição inferior àquela da qual abriram mão inicialmente.

O fator que eu quero destacar aqui neste momento é a diferença entre ser empreendedor e empresário. A falta desse entendimento pode ser um dos grandes responsáveis por esse cenário negativo descrito acima.

O empresário está mais relacionado a uma atividade profissional, uma função dentro da estrutura corporativa. É a pessoa que começa a sua atividade no início do período comercial, desenvolve uma série de tarefas administrativas e de gerenciamento mas ao final do período encerra suas atividades e como qualquer funcionário retoma sua vida pessoal.

Entretanto quando falamos de empreendedor falamos de caráter, de perfil, algo inerente, indivisível da pessoa. Ele sustenta esse posicionamento 24h por dia, 7 dias da semana. É aquele que se move por um sonho, por uma missão de vida. Sempre está a busca de atualizar sua função, seu trabalho ou a sua empresa às mudanças constantes que acontecem no mundo. Ele pode estar em férias, ou em um momento de descanso, mas permanece atento às oportunidades, ideias ou sugestões. Sempre motivado a buscar coisas novas permanece mergulhado nesses sonhos e disposto a materializar essas inovações.

O que vemos é uma grande distorção do conceito de empreendedorismo. Uma divulgação massiva e ilusória do estímulo ao chamado empreendedorismo, levando aquelas pessoas a um caminho perigoso de decepção. É necessário que se oriente sobre a necessidade de desenvolvimento de um caráter realmente empreendedor para que o sonho se torne um negócio de sucesso e uma realização pessoal. Caso não identifiquemos os elementos mínimos básicos do verdadeiro caráter empreendedor, essa pessoa deve ser desestimulada a enfrentar o mercado pelo alto risco de participar daquela grave estatística.

Creio que todos temos uma porção empreendedora, o que pode diferenciar é a disposição em desenvolver essa porção.

Percebam, temos empresários que não necessariamente são empreendedores, bem como temos pessoas que não são empresários movidos por um caráter empreendedor. Posso ter um gerente, ou um vendedor ou um colaborador da área de manutenção, apenas como exemplos, que são criativos, vivem a busca de soluções que busquem aumento de produtividade e diminuição de custos, inquietos, buscam novas ideias.

Busque desenvolver seu caráter empreendedor, desta forma você será sempre alguém de valor em qualquer posição da estrutura corporativa.    

Vamos aqui desvendar um grande mito sobre a maior capacidade intelectual, do QI (quociente de inteligência) das pessoas bem-sucedidas.

Quando falamos o nome dos milionários e bilionários, principalmente desses nomes que mais aparecem nas mídias, das pessoas bem-sucedidas e as suas capacidades de gerarem fortuna, sempre dizemos: “mas também é fulano de tal”, “mas também é o grande cicrano” como se fossem pessoas superiores, diferenciadas nas suas capacidades pessoais.

Entretanto existem inúmeros estudos que comprovam que, a enorme maioria das pessoas bem-sucedidas são pessoas como a capacidade intelectual absolutamente normal, não são pessoas super capacitadas.

O que nós temos, comprovadamente, é que são pessoas altamente motivadas em relação às suas missões de vida. As pessoas bem-sucedidas dificilmente trabalham por dinheiro. Claro que gostam de dinheiro, que sentem prazer em ganhar dinheiro, mas a essência da sua energia é a materialização dessa missão de vida.

São pessoas que entendem que o seu crescimento constante e a sua prosperidade irão influenciar positivamente no cenário ao seu redor. O seu sucesso pode interferir nos caminhos do mundo, e o ganho de dinheiro é apenas consequência disso.

Por outro lado também observamos uma mediocrização das massas, onde cada vez mais as pessoas estão se satisfazendo com cada vez menos, isso faz com que pessoas normais se destaquem.

Então o cenário na verdade é o de pessoas normais cercadas por uma massa de pessoas que se contentam com níveis cada vez mais inferiores de sonhos e de crescimento pessoal, queixando-se das poucas possibilidades e da falta de oportunidades.

Assim sendo, ao falarmos de pessoas bem-sucedidas, teremos uma grande chance de falarmos de pessoas igualmente capacitadas como eu e você, porém altamente motivadas e que entendem que a sua prosperidade, a materialização da sua missão de vida vai influenciar no mundo ao seu redor.

Sabedor disso, é muito mais importante você desenvolver um sentido maior para sua vida que extrapole apenas o seu sucesso pessoal e gerem você a força necessária para vencer obstáculos pela consciência de uma missão de vida.

Você já tem dentro de você toda a capacidade, todo potencial necessário para ser uma pessoa bem sucedida.

Muito se fala sobre as principais características dos vendedores excepcionais.

Pelo menos a maior parte dos artigos que tenho lido são totalmente válidos. Entretanto cabe aqui uma análise através de outro ângulo:  a opinião dos clientes.

Nossas análises tiveram como alvo centenas de empresários que foram colocados com clientes. Perguntamos para cada um deles se eles conheciam vendedores excepcionais e o que caracterizava essa diferenciação.

Citamos aqui abaixo as principais características nos vendedores excepcionais na visão dos clientes:

  • Ele me apresentou novas ideias
  • Ele colaborou comigo
  • Me escutou atentamente a respeito das minhas necessidades
  • Ele entendeu as minhas necessidades
  • Me mostrou as armadilhas escondidas debaixo de cada opção
  • Criou soluções para as minhas necessidades
  • Me mostrou coisas que eu não havia percebido
  • Me mostrou confiabilidade

Estas foram algumas das características identificadas dos vendedores excepcionais segundo os clientes. E percebam que todas elas envolvem aspectos relacionais muito antes dos aspectos técnicos.

Por isso o antigo sistema de vendas cada vez mais perde espaço.

Nossas equipes de vendas precisam de investimento em treinamento e capacitação para o novo perfil de cliente e o novo mercado.

Muitos empresários, principalmente de pequenas e médias empresas, precisam se adequar ao novo perfil dos consumidores sob pena de se tornarem obsoletos muitas vezes percebendo isso só quando for muito tarde.

E a responsabilidade não será do mercado nem do consumidor, mas unicamente daqueles que não perceberam que o mercado sempre vai mudar e cabe a nós vendedores, gerentes e empresários acompanharmos essas evoluções.

Segundo uma pesquisa da Conference Board, uma organização americana que reúne cerca de 1200 empresas públicas e privadas de 60 países e pesquisadores, um trabalhador americano produz 4 vezes mais que um trabalhador brasileiro.

E a causa desse enorme desequilíbrio, não é o número de horas trabalhadas, mas sim o investimento em preparo e estudo.

Além do menor nível educacional do trabalhador brasileiro, existe o “banho” que os “sobrinhos do Tio Sam” nos dão em horas de treinamento. Enquanto eles recebem em média 120 a 140 horas de treinamento/ano, nós mal chegamos a pobres 30 horas/ano.

Em minhas andanças pelas empresas principalmente de pequeno e médio porte, ainda existe a percepção de custo e não de investimento, por parte dos empresários, no trato do assunto “treinamento de colaboradores”. Frases como:

- Não posso gastar com isso agora.

- Vou esperar a situação melhorar para depois pensar em treinamento.

- Minha equipe de vendas até que está indo bem. Vamos deixar para mais tarde.

...são sintomáticas dessa resistência aos treinamentos que resultam em muito trabalho mas com menor produtividade. É muito parecido com uma pessoa doente que diz: - Vou esperar melhorar para depois procurar o médico.

Desde a minha querida avó que se diz: “Melhor prevenir do que remediar”

Como naquela história onde um velho lenhador foi desafiado por um jovem lenhador para ver quem cortava mais árvores em um dia. Calmamente o velho lenhador aceitou o desafio.

Começada a competição o jovem saiu a distribuir machadadas nas árvores, uma a uma, e sempre que ele olhava para o velho ele o encontrava sentado. Pensava consigo mesmo: Que tolo esse velho. Vou ganhar fácil.

Terminado o dia, na hora da contagem das árvores derrubadas, surpreendentemente o velho lenhador tinha derrubado muito mais árvores que o jovem petulante.

Questionado pelo iniciante sobre esse resultado inesperado, o velho com um sábio sorriso no rosto respondeu: Meu jovem, cada vez que você me via sentado eu estava afiando o meu machado. Com um machado afiado cortei muito mais árvores com muito menos esforço.

Empresários e vendedores vamos afiar nossos machados como os americanos. Vamos aprender com a realidade dos fatos. Treinar é prenúncio de maior produtividade. É um excelente investimento.

Fonte: Folha

Não é raro encontrarmos pessoas que batem no peito e de uma forma desafiadora declaram aos quatro ventos: “Eu não tenho medo”.

Em primeiro lugar provavelmente isto não é verdade.

Em segundo lugar essa atitude encobre uma grande oportunidade de entender os medos de uma forma positiva.  Sim eu disse positiva.

Porque a natureza dotou o ser humano de medo como um sentimento de alerta, uma proteção,  que procura minimizar os riscos na nossa caminhada pela vida. O medo administrado na dose correta nos faz medir os riscos de cada um dos nossos passos gerando possibilidades de melhores resultados

Ausência de medo não é coragem.  Ausência de medo  é irresponsabilidade e inconsequência.

O desconhecimento dos benefícios do medo na dosagem certa gera o medo de ter medo.  Nesse momento muitos optam por uma vida de riscos muitas vezes inconsequente, aparentemente ousada e falsamente corajosa,se expondo à situações desnecessárias na tentativa inútil de esconder o medo de ter medo.

Não vamos então confundir o medo com o pânico. O primeiro abre o nossos olhos aguça os nossos sentidos acelera o nosso pensamento e nos mantém alertas para os riscos encobertos. O segundo sim, esse paralisa e impede nossa caminhada. O pânico é o medo que domina.

Coragem não é ausência de medo.  É a liberdade de não fazer as coisas sempre do mesmo jeito.  E a liberdade de romper paradigmas de ser criativo  e questionador.

O medo não impede você de caminhar a passos largos na direção dos seus objetivos de vida.  Mas evita que você coloque os seus pés em caminhos errados.

Ainda dentro da nossa busca pelo entendimento do papel do Medo no nosso caminhar precisamos falar um pouco sobre o desconhecido que está diante dos nossos caminhos.

Se perguntarmos, eu creio que a maior parte das pessoas dirão que querem crescimento pessoal. Entretanto muitos se limitam ao crescimento dentro da sua zona de conforto. Isso se deve ao fato de as pessoas terem dificuldade de encarar os seus medos e não há dúvidas que um dos maiores medos que reside no ser humano é o medo do desconhecido.

Entretanto não há crescimento real e efetivo se não ousarmos enveredar pelos caminhos do desconhecido. Esse é o momento em que os medos mal compreendidos aparecem como agentes limitadores.

E o pior de tudo é que eles se manifestam como argumentos lógicos e coerentes. E se possível vamos apresenta-los de uma tal forma que outros concordem e apoiem os mesmos medos.

Muito da postura conservadora e rígida de alguns profissionais, é na verdade um argumento racional para permanecerem dentro daquilo que sempre fizeram. E como dizem: “sempre deu certo.” Zona de conforto, via de regra, é uma armadilha.

Uma grande parte das frustrações que carregamos com a gente mesmo, se deve ao fato de procurarmos referenciais em outras pessoas. Em parte isso pode até ser bom, desde que você não se esqueça que  você é único e insubstituível.

Usar outras pessoas como referencial pode até funcionar em um início de caminhada, mas sempre com o alvo de ser um trampolim e finalmente procurar o seu próprio e único caminho.

Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, Gandhi, Martin Luther King e uma infinidade de outras pessoas, não foram pessoas de sucesso porque eram iguais a alguém. Foram bem-sucedidas porque foram elas mesmas. Como diz a escritora americana Anne Lindberg: “A coisa mais cansativa na vida é não ser autêntico”.

Steven Spielberg foi bem sucedido porque foi Steven Spielberg. Aprenda com quem sabe todas as técnicas e métodos possíveis e inimagináveis mas o desafio é ser você. Único, especial e inesquecível.

Não se trata de ser famoso ou de ganhar dinheiro. Trata-se de um sentimento de realização pessoal que só pode ser alcançado quando você for você.

Cuide bem de você.

Sabemos muito sobre como controlar os outros e sempre vamos querer saber mais sobre isso. Mas sabemos pouco sobre como controlar mais a nós mesmos.

“Examine-se pois o homem a si mesmo.” Grandes e profundas palavras do Apóstolo Paulo na bíblia em I Coríntios 11: 28

Se não assumirmos o controle de nossas vidas outras pessoas irão fazer isso por nós. E nem sempre para o nosso bem.

Muitos dizem: “O que eu quero da minha vida?”  Não! Essa é a pergunta errada. Parece que ficamos passivos para receber algo dessa entidade sem rosto que é a vida.

“Que vida eu quero viver?” Essa é a pergunta correta. Muito melhor, porque você passa a ser o agente. Você determina o que quer viver.

O que chamo de “o instante do murro na mesa”, esse momento de transição, necessário, só chega quando você reconhece suas responsabilidades com o seu próprio futuro, seus entes queridos e com o seu trabalho.

Questione-se: “Para onde estou conduzindo a minha vida?”

Se você não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Então não reclame dos rumos para onde sua vida o está levando.

De fato temos dificuldades com tempos de escassez. Mas sinceramente, parece que temos mais dificuldades ainda com os tempos de abundância.

Parece que nos perdemos em tempos onde a pesca é farta e aparentemente não necessitamos de grandes cuidados.

Esquecemos que o dia de amanhã não está no nosso controle.

Por isso os tempos de fartura exigem de nós um equilíbrio que impeça a fascinação e a gestão irresponsável dos recursos.

Sem dúvida em tempo de colheita abundante experimentamos um conforto que deve ser aproveitado  sem nos esquecermos de planejar que há a possibilidade de um  cenário negativo em um futuro qualquer.

Principalmente no nosso grandioso país gerido historicamente de uma forma irresponsável e inconsequente onde as crises são quase imprevisíveis.

Nessa ótica as crises são na verdade acertos de contas das coisas que deveriam ter sido feitas antes e não foram.  E por conta disso deram errado.

Por isso mesmo em tempo de abundância  no nosso cenário macroeconômico, podemos experimentar graves crises na nossa empresa ou na nossa própria carreira pessoal.

Faça sempre o que tiver que ser feito. Aproveite as boas marés porém, não se esqueça de se planejar para possíveis instabilidades.

Muitas vezes é necessário dormir com um olho aberto prestando atenção no futuro que nos aguarda.

Sinceramente, me perdoe os mais apavorados, mas esta é apenas mais uma crise. De tantas e tantas que já enfrentamos e certamente sobrevivemos a todas elas.

Sim, eu entendo a seriedade desta. Associada a uma instabilidade política muito séria. Eu sei...eu sei.

Mas os problemas nunca serão as crises em si, mas sim o fato de não nos prepararmos para elas. O que na verdade sempre temos, e sempre teremos, são tempos bons e tempos ruins diante de nós. É mais uma questão de nos prepararmos para eles e tirarmos o máximo de aprendizado.

Dos tempos bons extraímos números melhores, crescemos em quantidade. Dos ruins tiramos todo peso desnecessário, repensamos nossas estratégias e ganhamos em experiência e maturidade.

Você já chutou um formigueiro, provavelmente quando era criança?

Em um instante tudo vira um caos. Surgem, aparentemente do nada, milhares de formigas que fervem diante dos seus olhos, correndo desesperadas umas sobre as outras. Impressionante!

Agora... já voltou ao mesmo formigueiro no dia seguinte? Tudo está refeito e silencioso como se nada tivesse acontecido. O efeito benéfico das crises, obrigou a refazer o que foi desfeito. Só que, somos seres inteligentes, temos também a oportunidade de refazer as coisas, mas desta vez de um modo melhor do que estavam feitas antes.

Como diz o ditado “mar calmo não faz bom marinheiro”.